
Três homens foram presos na última segunda-feira, 21, suspeitos de envolvimento no sequestro de um assessor parlamentar e no roubo de R$ 50 mil durante uma abordagem na BR-364, na região do município de Bujari, no Acre. Matheus Henrique Lopes da Silva, de 23 anos, Kauan Jhonata Viana Monteiro, de 20, e Rycher da Silva Cardoso, de 35, foram detidos após uma ação que envolveu equipes da Polícia Militar, incluindo a Companhia ROTAM e o Batalhão de Operações Especiais (BOPE).
Segundo a Polícia Militar, o assessor seguia em um veículo no sentido Rio Branco/Bujari, quando foi interceptado por três homens que estavam em um carro. Dois suspeitos teriam descido do carro armados e rendido a vítima.
Ainda conforme o relato policial, o assessor foi obrigado a permanecer na direção do próprio veículo sob ameaça de morte. Os R$ 50 mil estavam no interior do Tera no momento da abordagem.
A movimentação chamou a atenção de pessoas que estavam nas proximidades, que acionaram a Polícia Militar. Uma equipe do destacamento do Bujari iniciou as buscas e encontrou o Voyage utilizado na ação próximo à balança localizada às margens da BR-364.
Um dos suspeitos foi detido no local. Segundo a PM, durante a abordagem ele teria informado que os outros envolvidos haviam seguido no veículo do assessor e estavam retornando para Rio Branco.
A informação foi repassada às demais equipes policiais. Equipes da ROTAM e do BOPE passaram a procurar o Tera e localizaram o veículo quando ele deixava o município de Bujari.
Abordagem termina com troca de tiros
Segundo a Polícia Militar, houve troca de tiros durante a abordagem. A corporação informou que dois disparos foram efetuados contra os policiais da ROTAM e que a equipe reagiu.
Matheus Henrique Lopes da Silva foi atingido no ombro esquerdo. O segundo ocupante do Tera tentou fugir entrando em uma área de mata, mas acabou localizado e preso pelos policiais.
O assessor foi retirado do veículo e, conforme as primeiras informações, não apresentava ferimentos.
Durante a ocorrência, os policiais recuperaram os R$ 50 mil que estavam dentro do Tera. Um revólver calibre .38, três munições intactas e outras munições deflagradas também foram apreendidos.

Polícia vai investigar origem do dinheiro
Além de esclarecer a participação dos três presos no sequestro e no roubo, a investigação deverá apurar a origem dos R$ 50 mil e as informações que teriam levado o grupo a acompanhar o assessor.
Informações obtidas extraoficialmente pela reportagem indicam que o assessor teria sido seguido pelos suspeitos desde o início do dia. Uma das hipóteses levantadas é de que o grupo acreditava que ele estivesse transportando uma quantia superior à encontrada no veículo.
Ainda segundo informações extraoficiais, o assessor teria passado por quatro pontos diferentes durante o trajeto. Os suspeitos acreditariam que ele estaria recolhendo ou transportando valores que posteriormente seriam levados para Sena Madureira.
Durante a ocorrência, os presos também teriam mencionado aos policiais uma quantia estimada em R$ 750 mil. Eles teriam afirmado que receberam de uma terceira pessoa informações sobre a existência desse dinheiro.
Outra possibilidade que deverá ser esclarecida pela investigação é uma eventual relação dos valores com recursos de campanha de candidatos ao Governo do Acre e ao Senado Federal. Essa hipótese, no entanto, não foi confirmada oficialmente.
A Polícia Civil deverá verificar a procedência das informações recebidas pelos suspeitos, a origem dos R$ 50 mil recuperados e uma eventual relação dos valores com atividades político-eleitorais.

Presos são levados para a delegacia
Kauan Jhonata Viana Monteiro e Rycher da Silva Cardoso foram conduzidos à Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco. O dinheiro recuperado, a arma e as munições também foram apresentados à Polícia Civil.
Matheus Henrique Lopes da Silva recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levado ao Pronto-Socorro de Rio Branco após ser atingido no ombro esquerdo.
Conforme as informações repassadas, ele estava em estado estável e, após receber alta médica, deverá ser encaminhado à delegacia.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer a dinâmica da ocorrência, a participação individual de cada suspeito, a origem dos valores e quem teria repassado ao grupo as informações sobre o dinheiro.
Fonte: A Gazeta do Acre




