Investigação já trabalha com possibilidade da morte da bebê que desapareceu no Acre; tio e mãe estão presos

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A mãe da bebê de 9 meses levada pelo tio em Manoel Urbano foi presa no domingo (27), logo após a Justiça expedir o mandado de prisão contra ela. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (28) pelas forças de segurança do Acre, com a participação do secretário de Justiça e Segurança Pública, coronel José Américo Gaia, do delegado Pedro Paulo Buzolin, da Polícia Civil, do comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Charles, e da coronel Helen, representante da Polícia Militar.

Segundo a Polícia Civil, a mãe deixou a criança em casa na companhia do tio, que desapareceu com a bebê. Ele foi preso pela Polícia Militar, autuado na delegacia e transferido para Sena Madureira. De acordo com Buzolin, a medida foi adotada porque o caso teve grande repercussão e poderia gerar clamor social. O delegado também agradeceu a rapidez do Judiciário na análise do pedido contra a mãe. “A gente quer agradecer a celeridade com que o Poder Judiciário tratou este caso, o que possibilitou a responsabilização e a prisão da mãe”, afirmou.

Nos depoimentos, o tio afirmou não se lembrar dos fatos porque havia ingerido muita bebida alcoólica. A mãe relatou que não estava em casa no momento do desaparecimento. Ela teria ido até a área urbana do município e, ao retornar à zona rural, a criança já não estava no local. A polícia, no entanto, acredita que os dois consumiam bebida alcoólica juntos.

Questionado sobre a manifestação feita pelo pai da criança no fim de semana, Buzolin disse que não há nenhuma informação que indique participação dele no caso. Até o momento, a polícia também não identificou outros envolvidos.

Assim que o caso foi comunicado, uma guarnição da Polícia Militar foi enviada a Manoel Urbano e permanece no município para apoiar as buscas. O Batalhão Ambiental também foi acionado e atua com um drone termal. O coronel Charles explicou que o Corpo de Bombeiros participa das buscas desde a semana passada, a pedido da Polícia Civil. Segundo ele, o tio não consegue indicar com clareza o caminho que fez com a criança. “Infelizmente ele não consegue relatar de uma forma muito precisa”, disse.

Fonte: A Gazeta do Acre