
Movimento nacional entre PP, União Brasil e PL reforça articulação em torno da governadora no segundo turno; liderança do Progressistas afirma que apoio à candidatura de Mailza foi considerado nas negociações
BRASÍLIA — A aliança que pode definir os rumos da disputa pelo Governo do Acre ganhou, nesta quarta-feira (7), um novo componente de peso nacional. Ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), em Brasília, a governadora Mailza (PP) participou da formalização do apoio da Federação União Progressista à candidatura presidencial do senador no segundo turno e voltou a deixar claro de que lado estará na disputa nacional.
A movimentação, porém, vai além da eleição presidencial. Segundo informação publicada pelo Estadão, o líder do Progressistas na Câmara dos Deputados, Dr. Luizinho, afirmou que o apoio do PL às candidaturas de Mailza, no Acre, e de Celina Leão, no Distrito Federal, foi levado em consideração nas articulações que resultaram no fechamento de União Brasil e Progressistas com Flávio Bolsonaro.
Na prática, o movimento nacional evidencia uma articulação política que também alcança diretamente a disputa acreana.
A Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, aprovou por unanimidade o apoio a Flávio Bolsonaro. A decisão foi oficializada pelos presidentes nacionais das duas legendas, Ciro Nogueira e Antônio Rueda, após reunião em Brasília. Mailza esteve presente no processo de deliberação.
No Acre, aliança já estava formada
A aproximação entre PP e PL não começou agora. O partido de Flávio integra a coligação Avança Acre, que sustenta a candidatura de Mailza ao Governo do Estado.
A governadora, por sua vez, declarou apoio a Flávio Bolsonaro desde o primeiro turno e voltou a reafirmar pessoalmente sua posição durante o encontro em Brasília.
“Pra mulher tem sido um desafio, mas nós ganhamos no Acre em todas as cidades. O Acre é Bolsonaro, é Flávio, e desde o início declaramos apoio a você. Quero reafirmar o meu apoio, vamos continuar”, disse Mailza ao candidato do PL.
19,4 mil votos no número 22 entram no radar da disputa
Outro elemento que passou a chamar atenção após o primeiro turno foi o número de votos registrados no número 22 para governador.
Levantamento da CNN Brasil, com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontou que 19.428 eleitores digitaram 22 para governador, embora não existisse candidato registrado com essa numeração.
Como o PL não apresentou candidatura própria ao Governo do Acre, os votos foram contabilizados como nulos.
O dado ganhou ainda mais repercussão diante do resultado obtido por Mailza. A governadora terminou o primeiro turno na liderança, com 218.760 votos, equivalentes a 49,76% dos votos válidos.
Segundo a CNN Brasil, a candidata ficou a aproximadamente 2 mil votos de alcançar a maioria necessária para vencer a eleição ainda no primeiro turno.
Em uma simulação matemática, caso os 19.428 votos digitados no número 22 fossem atribuídos a Mailza, ela chegaria a 51,88% dos votos válidos.
Segundo turno ganha dimensão nacional
A nova configuração coloca a disputa acreana dentro de uma articulação política que ultrapassa as fronteiras do Estado.
De um lado, Mailza mantém seu apoio declarado a Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Do outro, o apoio do PL à candidatura da governadora no Acre foi citado pela liderança nacional do PP como um dos elementos considerados na construção da aliança entre União Brasil, Progressistas e PL para o segundo turno.
Com o acordo nacional formalizado e a aliança estadual já estabelecida, a disputa pelo Governo do Acre entra em uma nova fase.
Mailza e Alan Rick (Republicanos) voltam às urnas no dia 25 de outubro para decidir o Governo do Acre. A governadora chega à segunda etapa na primeira colocação, com 49,76% dos votos válidos.




