Alertas de desmatamento no Acre sobem 11% em setembro, aponta Deter/Inpe

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Área sob alerta no estado passou de 22,16 km² para 24,59 km² na comparação anual; Amazônia também registrou alta de 9%, puxada principalmente pelo Pará

Com assessoria 

Os alertas de desmatamento no Acreaumentaram em setembro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado. Dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira (9), apontam que a área identificada no estado passou de 22,16 km², em setembro de 2025, para 24,59 km² no mês passado — uma elevação de aproximadamente 11%.

Números do Acre

Em números absolutos, a diferença foi de 2,43 km². O movimento acompanha a tendência observada no conjunto da Amazônia, onde a área sob alerta chegou a 350 km² em setembro, contra 327 km² no mesmo mês de 2025, aumento de 9%, conforme dados divulgados pelo Inpe.

Amazônia

Apesar da alta mensal, o resultado da Amazônia permanece entre os menores para setembro na série histórica do Deter, iniciada em 2018. Segundo a publicação, o índice do mês passado foi o segundo menor da década, ficando acima apenas do registrado em setembro de 2025.

A alta registrada na Amazônia foi puxada principalmente pelo Pará, que respondeu por 177 km²sob alerta em setembro, aproximadamente metade do total regional. Na sequência aparecem:

  • Mato Grosso: 59 km²;
  • Amazonas: 51 km².

Os números mostram que a distribuição dos alertas é desigual entre os estados amazônicos. Embora o Acre também tenha apresentado crescimento na comparação anual de setembro, sua área sob alerta, de 24,59 km², ficou abaixo dos valores registrados pelos três estados com maiores índices no mês.

Acumulado do ano

O resultado de setembro contrasta com o balanço acumulado dos nove primeiros meses de 2026. Na Amazônia, a área sob alerta caiu de 3.272 km², entre janeiro e setembro de 2025, para 2.392 km² no mesmo período deste ano — uma redução de 27%.

O Deter é um sistema de monitoramento por satélite desenvolvido pelo Inpe para emitir alertasque orientam ações de fiscalização ambiental. Os dados permitem acompanhar alterações na cobertura vegetal em períodos curtos, mas não representam a taxa oficial consolidada de desmatamento.

Esse cálculo é feito pelo sistema Prodes, também do Inpe, que utiliza metodologia própria e divulga resultados anuais mais precisos. Por isso, os números de setembro devem ser interpretados como alertas de desmatamento, e não como uma medição definitiva da área efetivamente desmatada.