
O número de famílias endividadas no Acre chegou a 109.826 em agosto, segundo levantamento divulgado pelaFederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC) nesta quarta-feira (16). O total representa 82,8% das famílias acreanas.
Em julho, eram 109.746 famílias nessa situação. Isso significa que, em apenas um mês, 80 novas famílias passaram a fazer parte do grupo de endividados.
O cenário também mostra dificuldades para manter os pagamentos em dia. Em agosto, 54.289 famílias estavam com contas atrasadas, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Outro dado que chama atenção é o crescimento das famílias que afirmaram não ter condições de pagar as dívidas. O número passou de 17.139, em julho, para 17.263 em agosto.
Cartão de crédito pesa no orçamento
Entre os principais responsáveis pelas dívidas das famílias está o cartão de crédito. Compras feitas com carnês e empréstimos pessoais também aparecem entre as modalidades que mais comprometem a renda.
Segundo a análise da Fecomércio-AC, as famílias que recebem até cinco salários mínimos estão entre as mais endividadas. Nesse grupo, uma parcela maior da renda mensal acaba sendo destinada ao pagamento de compromissos financeiros.
A situação é influenciada, entre outros fatores, pelo aumento do custo de vida. Com preços mais altos, o dinheiro disponível para as despesas do mês fica menor, levando algumas famílias a recorrer ao crédito para complementar o orçamento.
Cenário nacional
No Brasil, o percentual de famílias endividadas permaneceu em 82% em agosto. Em números absolutos, porém, houve uma pequena redução: o país passou de 14.974.900 famílias endividadas em julho para 14.971.400 em agosto.
Apesar disso, aumentou a parcela de brasileiros com contas atrasadas, que chegou a 29,9%. Também cresceu o percentual de famílias que disseram não ter condições de pagar as dívidas, alcançando 12,5%.
Na Região Norte, a maioria dos estados registrou aumento do endividamento. Amazonas e Rondônia foram as exceções, com redução nos indicadores analisados.
Fonte: Fecomércio




