Médica assassinada a tiros no Acre é sepultada sob comoção e pedidos de justiça em Brasiléia

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Despedida de Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, teve cortejo pelas ruas da cidade e homenagem no hospital onde trabalhava. Ex-namorado é o principal suspeito de mandar cometer o crime.

Foto: O Alto Acre

Foto: O Alto Acre

Familiares, amigos e colegas de profissão se despediram da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, assassinada a tiros em Brasiléia, no interior do Acre. O sepultamento ocorreu na noite desta quarta-feira, 4, no cemitério municipal São João Batista, em meio à comoção e pedidos de justiça.

O velório foi realizado na Igreja Batista de Brasiléia. Por volta das 17h30, o cortejo fúnebre saiu em direção ao cemitério, com acompanhamento do Corpo de Bombeiros e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Antes do sepultamento, o cortejo fez uma parada no Hospital Raimundo Chaar, onde Elyne trabalhava. Colegas de profissão e familiares prestaram uma última homenagem à médica, com soltura de balões brancos e queima de fogos em protesto contra o feminicídio.

A despedida continuou no cemitério São João Batista, onde familiares, amigos e moradores acompanharam o sepultamento e manifestaram indignação com o assassinato.

Médica assassinada a tiros no Acre é sepultada sob comoção e pedidos de justiça em Brasiléia
O cortejo com o corpo de Elyne parou no hospital onde a médica atendia (Foto: O Alto Acre)

Relembre o crime

Elyne foi assassinada a tiros na noite de segunda-feira, 2, em um bar no Centro de Brasiléia. A médica possuía medida protetiva contra o ex-namorado e acionou o botão do pânico minutos antes do ataque, após perceber a presença dele nas proximidades.

A vítima foi atingida por disparos efetuados por um homem armado, que fugiu após o crime. A Polícia Civil investiga a possibilidade de o assassinato ter sido encomendado.

O principal suspeito de ser o mandante é o ex-namorado da médica, o advogado e procurador municipal Francisco Valadares Neto. Antes de ser assassinada, Elyne havia registrado denúncias de ameaças e violência doméstica contra ele. A Justiça também havia negado dois pedidos de prisão preventiva do suspeito antes do crime.

Após o homicídio, a prisão preventiva de Francisco foi decretada. Ele foi encontrado desacordado em casa, com suspeita de tentativa de suicídio por ingestão de medicamentos.

O advogado foi internado em estado grave, precisou ser intubado e, posteriormente, foi transferido sob escolta policial para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Rio Branco.

A Polícia Civil segue com as investigações e realiza buscas para localizar o homem apontado como autor dos disparos que mataram a médica.

Fonte: A Gazeta do Acre