
Benefício de dois salários mínimos deve ser pago em parcela única a profissionais cadastrados; estado tem 21,3 mil pescadores e integra faixa de maior vulnerabilidade a incêndios entre julho e setembro
Com o avanço do El Niño, o governo Federal prevê o pagamento de um auxílio-emergencial de R$ 3,2 mil — o equivalente a dois salários mínimos — para os pescadores atingidos pela seca na Região Norte. Atualmente, o Ministério da Pesca tem mais de 600 mil profissionais cadastrados na base de dados da região, e estima que todos devem ser afetados de alguma forma. O Acre conta com 21,3 mil pescadores.
A previsão é de que o pagamento seja feito em parcela única para pessoas cadastradas no Ministério do Trabalho que tenham a pesca como única atividade e vivam em estados e municípios que decretarem situação de emergência em razão da seca. Os cálculos foram feitos com base nos dados da última vez que o fenômeno causou impactos no Norte do Brasil, em 2024. O Ministério da Pesca monitora a situação climática e pode alterar o valor do auxílio dependendo dos impactos. Ainda não está definido o valor total que o governo precisará desembolsar, nem se será necessária a edição de uma Medida Provisória para liberar crédito extra.
Guia de Viagem Acre
O primeiro boletim sobre o El Niño divulgado neste ano pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acende um alerta para o Acre. A previsão para o trimestre de julho a setembro indica chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal na região, cenário que aumenta o risco de queimadas e incêndios florestais no estado. O prognóstico aponta maior probabilidade de precipitações abaixo da média no oeste e sul da Região Norte, onde está localizado o Acre. A combinação entre calor intenso e redução das chuvas aumenta o potencial para queimadas nos estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. O Acre integra a faixa mais suscetível ao avanço do fogo, ao lado de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas, sul do Pará e parte da região do Matopiba.
Diante desse cenário, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil recomenda que estados e municípios revisem seus planos de contingência, reforcem o monitoramento e intensifiquem as ações de prevenção para reduzir os impactos da estiagem e dos incêndios flores.




