
Nenhum dos grupos prioritários alcançou a meta de 90% de cobertura vacinal contra a influenza no Acre durante a campanha 2025/2026. É o que aponta o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que relaciona a baixa adesão à vacinação ao cenário de alerta para as síndromes respiratórias no estado e à manutenção de altos índices de internações entre crianças e idosos.
Entre os grupos analisados, as gestantes apresentaram a maior cobertura vacinal, com 64,05%, mas ainda distante da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Em seguida aparecem as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, com 41,02%; os indígenas, com 30,73%; e os idosos com 60 anos ou mais, com 27,48% de cobertura. O menor índice foi registrado entre as puérperas, com apenas 2,6% de imunização.
Puérperas têm menor cobertura
O boletim destaca que as puérperas apresentam a situação mais preocupante entre todos os grupos prioritários. Segundo a Sesacre, a baixa cobertura vacinal deixa as mães desprotegidas no período pós-parto e reduz a proteção indireta dos recém-nascidos por meio da amamentação contra a influenza.
Crianças e idosos seguem mais vulneráveis
Outro ponto destacado no relatório é a baixa vacinação entre crianças e idosos, justamente os grupos que concentram o maior número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado.
Nas crianças de 6 meses a menores de 6 anos, a cobertura vacinal ficou em 41,02%, menos da metade da meta recomendada. Já entre os idosos, apenas 27,48% foram imunizados. Segundo a Sesacre, esses índices contribuem para o aumento do risco de evolução dos casos de gripe para formas graves da doença e mantêm esses públicos entre os mais vulneráveis às complicações respiratórias.
Estado permanece em alerta
De acordo com o boletim, a baixa cobertura vacinal é um dos fatores que ajudam a explicar por que o Acre permanece em nível de alerta para as síndromes respiratórias.
O documento reforça que a vacinação continua sendo uma das principais medidas para reduzir casos graves, internações e mortes, especialmente entre crianças, idosos, gestantes, puérperas, indígenas e pessoas com maior risco de desenvolver complicações.
Fonte: A Gazeta do Acre




