
O Acre registrou 54 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre 1º de janeiro e 1º de agosto de 2026, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). O número representa uma queda em relação aos dois anos anteriores: foram 159 mortes em 2024 e 106 em 2025 no mesmo período analisado.
Apesar da redução no total de óbitos, os dados mostram uma mudança no perfil das vítimas. Enquanto as mortes entre idosos caíram de forma expressiva, os bebês e crianças menores de 2 anos passaram a concentrar o maior aumento entre os grupos etários analisados.
Veja os óbitos por faixa etária
Em 2026, o maior número de mortes foi registrado entre pessoas com 60 anos ou mais, com 19 óbitos. Na sequência aparecem as crianças menores de 2 anos, com 13 mortes, e as crianças de 5 a 9 anos, com sete.
O levantamento também contabilizou cinco mortes entre crianças de 2 a 4 anos, cinco na faixa de 10 a 19 anos, duas entre pessoas de 30 a 39 anos, duas entre 50 e 59 anos e uma entre pessoas de 20 a 29 anos. O gráfico não registra óbitos na faixa de 40 a 49 anos em 2026.
A redução mais expressiva ocorreu entre os idosos. O número de mortes nessa faixa etária caiu de 91 em 2024 para 49 em 2025 e 19 em 2026, uma redução de 79% entre 2024 e este ano.
A própria Sesacre aponta uma mudança no perfil de letalidade da SRAG no estado, com redução substancial das mortes entre idosos e adultos. O boletim relaciona esse comportamento a um possível reflexo da cobertura vacinal e do controle de vírus como o coronavírus.
Crianças menores de 2 anos ganham destaque
Na direção oposta, as mortes entre menores de 2 anos aumentaram. O grupo passou de 8 óbitos em 2024 e oito em 2025 para 13 em 2026, tornando-se a faixa etária com o segundo maior número de mortes neste ano.
A Sesacre relaciona esse aumento ao crescimento das internações por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) observado no Acre. O VSR chegou a 347 infecções entre os casos de SRAG em 2026, acima dos 291 registros de 2025 e 220 de 2024.
O boletim também aponta que crianças de 0 a 9 anos e pessoas com mais de 60 anos permanecem entre os grupos mais vulneráveis aos casos graves de doenças respiratórias.
Os dados foram extraídos do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), com atualização em 1º de agosto de 2026, e estão sujeitos a alterações.
Fonte: A Gazeta do Acre




