Bocalom minimiza pesquisas e descarta, por enquanto, pensar em apoio no segundo turno

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Candidato relembra eleições anteriores, afirma confiar na percepção das ruas e diz que pretende disputar a eleição até o fim

Questionado se as pesquisas eleitorais estariam desestimulando sua campanha e se já teria pensado em apoiar algum nome em um eventual segundo turno, Tião Bocalom afirmou que não está preocupado com os levantamentos e disse confiar na receptividade que encontra nas ruas.

O candidato relembrou disputas eleitorais anteriores para justificar sua posição. Segundo ele, pesquisas também apontaram cenários desfavoráveis em eleições passadas, mas os resultados das urnas foram diferentes.

“Meu amigo, se eu fosse olhar para pesquisa em 2010, eu tinha ficado longe. Eu não ia nem querer ser candidato. Eu tinha uma eleição de deputado federal tranquila naquela época, mas topei o desafio de ser candidato”, afirmou.

Bocalom também citou a eleição de 2020, quando, segundo ele, aparecia em quarto lugar nas pesquisas a cerca de 40 dias da votação. O candidato afirmou que conseguiu reagir durante a reta final e chegou ao primeiro lugar.

“Eu era o quarto e, no entanto, 40 dias depois eu estava em primeiro. Só não ganhei aquela eleição no primeiro turno porque fiquei cinco dias com Covid. Não podia sair de casa, não podia votar em ninguém”, disse.

Na sequência, Bocalom relembrou a eleição municipal de 2024 e afirmou que, mesmo diante de pesquisas que apontavam elevada rejeição, decidiu manter a candidatura e continuar trabalhando.

“Vieram secretários falar comigo em 2024: ‘Prefeito, rapaz, é melhor você fazer um acordo com o candidato porque você pode perder a eleição’. Eu falei: nós vamos ganhar a eleição. Se é por isso que vocês querem conversar comigo, pode dar licença aí que eu vou continuar trabalhando”, relatou.

O candidato também mencionou a composição política realizada na reta final daquela disputa e afirmou que sua experiência reforçou a desconfiança em relação aos levantamentos eleitorais.

“A pesquisa para mim é o da rua”

Bocalom disse que sua principal referência eleitoral é o contato direto com a população. Segundo ele, a receptividade que encontra durante suas agendas é diferente dos índices de rejeição apresentados por algumas pesquisas.

“Eu não estou preocupado com pesquisa nem um pouquinho. A pesquisa, para mim, é a da rua. É aquela que eu vejo na rua”, afirmou.

O candidato disse ainda que, após participar de mais de dez eleições, considera ter experiência suficiente para avaliar o ambiente político por meio do contato com os eleitores.

“Eu estou acostumado a andar na rua. Eu posso descer do carro em qualquer lugar da cidade ou do estado. Sempre tem criança vindo para me abraçar, pessoas querendo tirar fotografia”, declarou.

Bocalom também citou como exemplo uma agenda durante a inauguração do viaduto, quando, segundo ele, permaneceu por horas no local e continuou recebendo manifestações de apoio.

“Como é que perde essa eleição? Como é que a minha aceitação é de, em dez, só um e meio? Eu tinha que passar dez carros perto de mim e ninguém nem aprovar. E, no entanto, vocês viram no dia da inauguração do viaduto. O pessoal estava gravando lá e não passavam três, quatro carros sem alguém parar”, afirmou.

Ao final, Bocalom reforçou que pretende manter a campanha e disse não trabalhar, neste momento, com a hipótese de derrota ou com a necessidade de escolher um candidato para apoiar em um eventual segundo turno.

“Se eu ficar parado em qualquer lugar, é assim que acontece sempre: as pessoas vêm para tirar fotografia. Luiz, não tem jeito. Perder essa eleição? Vamos ver essa eleição no primeiro turno”, concluiu.

Fonte: O Alto Acre