
O Acre está entre os estados que pagam salários iniciais abaixo da média nacional aos professores da rede estadual de ensino. É o que mostra o levantamento “Planos de Carreira e Remuneração do Magistério”, elaborado pelo Movimento Profissão Docente e divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
Segundo o estudo, o salário inicial dos docentes da rede estadual acreana com jornada de 40 horas semanais é de R$ 5.370,35. O valor é superior ao piso nacional do magistério, atualmente fixado em R$ 4.867,77, mas fica distante da média brasileira, que alcança R$ 6.212,36.

Como o Acre se compara aos demais estados
O levantamento aponta diferenças significativas entre os estados brasileiros na remuneração inicial dos professores, refletindo modelos distintos de carreira e políticas de valorização do magistério.
Na Região Norte, por exemplo, o Acre aparece atrás de estados como Maranhão, Pará, Roraima e Amapá. Os salários iniciais informados pelo estudo são:
- Maranhão: R$ 8.452,03;
- Pará: R$ 8.289,86;
- Roraima: R$ 7.700,47;
- Amapá: R$ 6.600,98;
- Rondônia: R$ 5.118,41 no vencimento-base, podendo chegar a R$ 6.418,41 com gratificações;
- Acre: R$ 5.370,35.
Diferença entre os estados
A maior remuneração inicial do país é paga pelo Mato Grosso do Sul, onde os professores ingressam na carreira recebendo R$ 13.007,12, mais que o dobro da média nacional.
Na outra ponta do ranking aparecem Rio de Janeiro e Minas Gerais, que pagam o piso nacional do magistério, de R$ 4.867,77, como remuneração inicial.
O que aponta o estudo
De acordo com o levantamento, as diferenças salariais entre os estados estão relacionadas à estrutura dos planos de carreira, à disponibilidade orçamentária e às políticas de valorização dos profissionais da educação.
O estudo destaca que carreiras mais atrativas e remunerações competitivas são fatores importantes para atrair novos professores e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino.
A Gazeta do Acre




