
Rio Branco passará a contar com um instrumento inédito para identificar áreas vulneráveis e orientar ações de prevenção a desastres naturais. O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) será apresentado oficialmente nesta quarta-feira, 5, durante uma audiência pública, marcando uma nova etapa no planejamento urbano e na gestão de riscos da capital acreana.
O documento reúne um diagnóstico técnico das áreas suscetíveis a deslizamentos, processos erosivos, inundações e outros riscos geológicos e hidrológicos. Além do mapeamento, o plano estabelece intervenções consideradas prioritárias para reduzir os impactos desses eventos e aumentar a segurança das comunidades.
Elaborado em parceria entre o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o Ministério das Cidades e a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Comdec), o PMRR deverá servir como referência para o planejamento urbano e para a definição de investimentos públicos em infraestrutura e prevenção.
O estudo foi desenvolvido ao longo de três campanhas de campo, envolvendo pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil, equipes da Defesa Civil Municipal e representantes das comunidades. Durante esse processo, foram identificados e avaliados os principais pontos de risco do município, com validação das informações levantadas.
A Defesa Civil de Rio Branco também participou da elaboração do plano, disponibilizando o histórico de ocorrências, levantamentos de campo, dados georreferenciados e informações acumuladas ao longo dos anos de monitoramento das áreas vulneráveis.
Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão o plano representa um avanço para a prevenção de desastres na capital.
“A Defesa Civil trabalha diariamente para proteger vidas. O Plano Municipal de Redução de Riscos fortalece essa missão ao fornecer um diagnóstico técnico detalhado das áreas vulneráveis, permitindo que o Município planeje ações preventivas, priorize investimentos e reduza os impactos dos desastres antes que eles ocorram. É um instrumento que beneficia toda a população e reforça a cultura da prevenção”, afirmou.
Além de subsidiar as ações da Defesa Civil, o documento deverá orientar políticas públicas nas áreas de habitação, infraestrutura, drenagem urbana, saneamento, regularização fundiária, obras de contenção, recuperação ambiental e ordenamento territorial.
A audiência pública tem como objetivo apresentar os resultados do estudo à sociedade, garantindo transparência ao processo e permitindo que especialistas esclareçam dúvidas da população e da imprensa sobre o diagnóstico e as recomendações para cada área mapeada.




