Rio Acre atinge menos de 2 metros e atinge menor nível de 2026 em Rio Branco

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O nível do Rio Acre registrou sua menor cota de 2026 nas primeiras horas desta quarta-feira, 12 de agosto. Às 05h21min, o manancial marcou 1,98 metro na capital acreana, ultrapassando pela primeira vez no ano a barreira inferior aos dois metros e consolidando o avanço do período de severa estiagem hidrológica na região.

O coordenador municipal da Defesa Civil de Rio Branco, Tenente-Coronel BM Cláudio Falcão, explicou que a marca sinaliza um ponto crítico no comportamento do rio e na logística da cidade.

“É um cenário de agravamento da seca. Quando nós temos o Rio Acre decrescendo abaixo de dois metros, já complica bem mais a captação de água e os indicativos de seca ficam bem mais fortes. A tendência agora é de agravamento a cada dia que avança”, alerta o Coronel Cláudio Falcão.

Apesar de o boletim diário indicar pequenas oscilações positivas ao longo da bacia, que variaram entre 1 e 8 centímetros nas últimas horas, o comandante reforça que essas variações pontuais não significam recuperação do manancial.

“Pode ser que nas próximas horas ele volte até para a marca dos dois metros, mas a tendência agora é de agravamento. Mesmo que tenha oscilações positivas, a tendência é que a gente tenha um decréscimo e encontre uma cota mais crítica no mês de setembro”, salientou Falcão.

Chuva recente não reverteu a seca

A precipitação isolada registrada em Rio Branco na madrugada anterior, que acumulou apenas 0,4 mm no ponto oficial de medição da Defesa Civil, não trouxe qualquer alívio para a vazante. Segundo o Tenente-Coronel Cláudio Falcão, a combinação do solo ressecado com o formato rápido das precipitações impede a retenção e o escoamento até o leito do rio.

“Esse tipo de chuva não tem efeito. Primeiro porque nós estamos com o solo extremamente seco, então esse solo umidifica e não escoa para dentro do rio ou dos igarapés. A outra forma é a maneira como essa chuva se dá: 27.8 mm, se estivessem chovendo durante 12, 24 horas bem lento, até mudaria alguma coisa. Mas do jeito rápido como foi, não muda nada”, frisou.

Mínima histórica é esperada para meados de setembro

O histórico de monitoramento da Defesa Civil mostra que o ápice da estiagem na capital ocorre tradicionalmente entre a primeira e a segunda quinzena de setembro. Nos anos anteriores, as menores cotas registradas no Rio Acre foram de 1,23 metro em setembro de 2024 e 1,37 metro em setembro de 2025.

Para este ano, a projeção técnica indica que o rio deve voltar a orbitar essa média crítica nos próximos trinta dias.

“Nós tivemos a menor cota em 2024 com 1,23m, e no ano passado chegou a 1,37m. A perspectiva e expectativa é de que fique entre essas marcas, supondo que alcance algo em torno de 1,30m até meados de setembro, que é sempre aquele mês que registra as menores cotas da história do Rio Acre”, alerta o comandante.

Fonte: A Gazeta do Acre