
As agências bancárias do Acre estão fechadas nesta quinta-feira, 20, durante uma paralisação de 24 horas dos bancários, que ocorre em todo o país e atinge instituições públicas e privadas. A mobilização também conta com a adesão dos trabalhadores das agências do interior do estado.
Entre as principais reivindicações estão 5% de aumento real acima da inflação, manutenção dos planos de saúde, do piso salarial nacional e da cesta básica, além da valorização dos pisos de ingresso e das funções gratificadas. A categoria também cobra a manutenção da mesa única de negociação entre os trabalhadores e os bancos.
A paralisação ocorre porque o acordo coletivo dos bancários termina no próximo dia 31 de agosto e, segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Acre (Seeb-AC), as negociações ainda não avançaram de forma considerada satisfatória pela categoria.
Bancários rejeitam mudanças em direitos
Segundo o sindicato, os trabalhadores também são contrários a propostas que poderiam alterar direitos já previstos no acordo coletivo.
Entre os pontos questionados está a possibilidade de regionalização da cesta básica, fazendo com que o benefício tenha valores diferentes conforme a região do país. A categoria também rejeita mudanças no custeio dos planos de saúde que possam aumentar a participação financeira dos trabalhadores.
Outro ponto considerado inegociável é a manutenção do piso salarial nacional. De acordo com o sindicato, os trabalhadores também não aceitam a divisão das negociações entre bancos públicos e privados.
“Não precisava a gente estar paralisando hoje se a FENABAN e um dos bancos estivessem negociando com a gente do patamar que nós já partimos. A gente já tem esses direitos que eles querem tirar, então a gente nunca aceita discutir isso. Tem que ser daqui para cima”, afirmou Eudo Raffael, do sindicato.
Mobilização ocorre em todo o país
A paralisação também foi convocada nacionalmente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Além do reajuste salarial, os bancários reivindicam valorização dos pisos, dos vales-refeição e alimentação, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a criação de um piso para trabalhadores da área de tecnologia da informação.
Segundo a Contraf, os bancos ainda não apresentaram uma proposta de índice de reajuste. Uma nova reunião de negociação está prevista para a próxima segunda-feira, 24.
A entidade afirma que os bancos registraram R$ 171 bilhões em lucro em 2025 e que o patrimônio líquido do setor chegou a R$ 1,2 trilhão. A Contraf também aponta lucro anual de R$ 438 mil por empregado.
Greve pode ser deflagrada
No Acre, o sindicato afirma que a paralisação desta quinta-feira tem duração de 24 horas. Caso não haja avanço nas negociações, a categoria poderá ampliar o movimento.
Segundo o Seeb-AC, uma greve por tempo indeterminado poderá ser deflagrada na próxima semana.
Fonte: A Gazeta do Acre




