
O Acre registrou 2.248 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre as semanas epidemiológicas 1 e 34 de 2026. No mesmo período, foram contabilizadas 57 mortes relacionadas à síndrome.
Os números constam em boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e mostram que o total de casos graves neste ano supera os registros dos dois anos anteriores.
Em 2024, foram contabilizados 2.049 casos no mesmo intervalo. Em 2025, o número caiu para 1.730. Já em 2026, o acumulado chegou a 2.248 notificações.
Apesar do aumento no total do ano, os dados mais recentes indicam redução das internações nas últimas semanas analisadas. O pico ocorreu por volta da semana epidemiológica 22, quando foram registrados 103 casos em uma única semana. Na semana 34, o número havia caído para 41.
A Sesacre já havia alertado, ao longo do ano, para um cenário de aumento das hospitalizações por SRAG, principalmente entre crianças pequenas. Entre os vírus identificados nos pacientes estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus, Influenza A e SARS-CoV-2.
Rio Branco concentra o maior número absoluto de registros, com 972 casos. Municípios do interior também apresentam índices elevados proporcionalmente à população, especialmente em regiões como Juruá, Tarauacá-Envira e Alto Acre.
Crianças e idosos estão entre os grupos mais afetados. Os menores de 9 anos aparecem entre as faixas etárias com maior número de internações, enquanto pessoas com 60 anos ou mais continuam entre os grupos de maior risco.
Os dados de mortalidade, por outro lado, mostram queda na comparação com os anos anteriores. Foram 57 mortes por SRAG em 2026, contra 106 em 2025 e 166 em 2024 no período analisado.
Entre os idosos com 60 anos ou mais, foram contabilizados 21 óbitos neste ano.
O cenário chama atenção também para crianças pequenas. Entre menores de dois anos, foram registradas 12 mortes em 2026, acima das oito contabilizadas em 2024 e das oito ocorridas em 2025.
A Secretaria de Saúde reforça a vacinação como uma das principais medidas de prevenção contra as síndromes respiratórias, principalmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas.
Além da vacinação, a orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas de agravamento, como falta de ar, dificuldade para respirar e piora rápida do quadro respiratório.
Fonte: O Acre Agora




