Gaeco denuncia nove pessoas por tráfico e falsificação de documentos

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra nove pessoas investigadas por participação em um esquema de tráfico interestadual de drogas e falsificação de documentos públicos. A denúncia foi apresentada à Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco, com base nas investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Queda Livre.

Segundo a denúncia, as investigações tiveram início após a apreensão de 6,325 quilos de cocaína no Aeroporto Plácido de Castro, em Rio Branco, no dia 10 de fevereiro de 2025. O entorpecente foi localizado em uma área restrita do aeroporto, após uma mochila cair do forro do teto próximo à área de check-in. As diligências apontaram que a droga seria destinada a outros estados por meio de voos comerciais.

Em 15 de fevereiro de 2025, foram apreendidos outros 2,075 quilos de cocaína no aeroporto. Conforme descrito na denúncia, os dois carregamentos estavam relacionados ao mesmo esquema de remessa de drogas a partir de Rio Branco. A investigação identificou uma estrutura organizada para aquisição, armazenamento, preparação e transporte dos entorpecentes, com atuação no Acre e em outros estados.

A denúncia também descreve o uso de documentos falsificados para viabilizar deslocamentos aéreos e dificultar a identificação dos responsáveis pelo transporte das drogas. As investigações identificaram, no mínimo, dez Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) digitais falsificadas, utilizadas para aquisição de passagens, check-in, acesso a áreas restritas e embarque em voos comerciais. Também foram identificados registros de viagens associados ao uso de dados falsificados.

Entre os crimes atribuídos aos denunciados estão tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração de organização criminosa, falsificação e uso de documentos falsos e falsidade ideológica. A imputação varia conforme a participação atribuída a cada denunciado. Com o oferecimento da denúncia, o caso segue para análise da Justiça. O MPAC também requereu o compartilhamento das provas produzidas no processo com órgãos de investigação e persecução penal.

Com informações do MPAC