Com 52% dos óbitos, crianças e adolescentes são as principais vítimas da síndrome respiratória grave no Acre

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As crianças e adolescentes passaram a representar a maioria das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registradas no Acre em 2026. De acordo com o Boletim Epidemiológico nº 22, divulgado nesta sexta-feira, 3, pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), 52% dos óbitos confirmados neste ano ocorreram entre pessoas de 0 a 19 anos.

Além de concentrarem a maior parte das mortes, as crianças também lideram o número de internações. Segundo o levantamento, a faixa etária de menores de 2 anos apresenta a maior incidência de casos graves de SRAG, seguida pelas crianças de 5 a 9 anos. Os idosos com 60 anos ou mais também permanecem entre os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

Os dados fazem parte do monitoramento realizado entre as semanas epidemiológicas 1 e 25 de 2026, ou seja, de janeiro até 26 de junho, e mostram que, apesar da redução nos atendimentos por síndrome gripal, os casos graves continuam pressionando a rede de saúde acreana. No período, o estado contabilizou 1.770 notificações de SRAG, número 34,3% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Vacinação segue abaixo da meta

O boletim também chama atenção para a baixa cobertura vacinal entre os grupos prioritários contra a influenza. Até o período analisado, nenhum dos públicos definidos pelo Ministério da Saúde havia atingido a meta de imunização, o que aumenta o risco de agravamento dos casos, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

A Sesacre orienta que pais e responsáveis mantenham a vacinação das crianças em dia e procurem atendimento médico diante de sintomas como febre persistente, dificuldade para respirar, chiado no peito ou sinais de agravamento do quadro respiratório. Além da imunização, a secretaria reforça medidas preventivas como higiene frequente das mãos, etiqueta respiratória e evitar contato com pessoas doentes